21 de fevereiro de 2007
14 de fevereiro de 2007
SMS

"- Estou triste. Dá-me um conselho. Depressa.
- Pensa em ti. Devagar.
- Por onde começo?
- Tudo o que já fizeste.
- Só me lembro do que não fiz.
- Faz o que não fizeste.
- Já não posso. Já não existe.
- O quê?
- O amor que não disse. O beijo que não dei. O quadro que não pintei.
- Pega nas tintas. Pinta tudo o que não fizeste.
...
- E as coisas que fiz mal? O que faço delas?
- Que coisas?
- Amores interrompidos, paixões em vão, tempo perdido.
- O tempo que perdeste está na inocência do teu rosto. É teu.
...
- ... Acreditar em quê?
- Nas pessoas que amaste. Nas pessoas que amas. Nas pessoas que hás-de amar. Nas pessoas.
- As pessoas desiludem-nos.
- Porque nos iludem. Agradece a ilusão. É uma espécie de camarim do céu.
...
- Toda a gente quer ser feliz.
- E depois?
- Depois, o quê?
- Depois de sermos felizes, o que podemos ser ainda?
- Mais felizes?
- A felicidade não tem mais nem menos. Tem momentos. Como este.
...
- Tenho medo de já ter pouco tempo.
- Manda o tempo dar uma curva. O tempo não existe. Todos vamos morrer.
- Dizes isso com uma leveza.
- Se vivêssemos para sempre, ficávamos empalhados de tédio.
- Mas mais uns anos...
- Ainda bem que queres mais uns anos. Gostas da vida.
- Gostamos de tudo aquilo que perdemos.
...
- Recebi agora as análises. Afinal está tudo bem. Mas voltei a ficar triste.
- Oh, inconstante criatura.
- Se fosse morrer, tinha coragem para esclarecer o resto da minha vida.
- Por exemplo?
- Declarava a minha paixão. Deixava de me ofender com ninharias. Voltava a pintar.
- Então não te esqueças que vais mesmo morrer.
- Mas não hoje, nem amanhã.
- Como sabes? As análises não são tudo. Há mil maneiras de morrer.
- Que agouro!
- Se precisas da companhia da morte para procurares a verdade da tua vida, dá-lhe o braço.
- Não é o momento.
- Nunca é o momento. As pessoas desperdiçam o luxo de se saberem mortais.
- Se disséssemos tudo o que pensamos e sentimos, a vida seria impossível.
- O que é que temos estado a fazer?
- Pois. Já te percebi.
- E então?
- Vou seguir os teus conselhos.
- Não são meus, os conselhos; são teus. Eu sou apenas o teu eco. Disse-te alguma coisa que não soubesses?
- Para dizer a verdade, não; mas disseste-me muitas coisas de que eu não me lembrava.
- A velocidade do mundo contribui para o esquecimento. Ainda bem, porque se não fosse assim ninguém precisava de amigos.
- É, ainda bem. Até logo. Vou à vida.
- Como se fosses morrer hoje?
- Não, como se fosse morrer amanhã.
- Então, até amanhã. Cá estarei para te matar quantas vezes tu precisares."
Inês Pedrosa
12 de fevereiro de 2007
Bom senso
7 de fevereiro de 2007
| Which Famous Revolutionary Are You? Margaret Sanger "I resolved that women should have knowledge of contraception. They have every right to know about their own bodies. I would strike out—I would scream from the housetops. I would tell the world what was going on in the lives of these poor women." |
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16 de janeiro de 2007
Escutando
8 de janeiro de 2007
22 de dezembro de 2006
Think Different
Tenho andado arredada da net, este espaço tem sido menosprezado vai-se lá saber porquê. Preguiça, falta de inspiração, excesso de trabalho, falta de tempo, o que quer que tenha sido não interessa, o que é certo é que uso o blog cada vez com menos frequência. Não é relevante. Isto começou também como brincadeira, se se extinguir também não interessará a ninguém, foi mais para mim que para outros que iniciei este desafio, há que dizê-lo com frontalidade. :)
Ai ai, egocêntrica. Será? Acho que não.
Foi certamente por achar que muito pouca gente se iria interessar pelos meus posts... está bem, a minha mãe, mas ela não tem net.
Por isso tem servido para exposição de gostos, estados de espírito, opiniões, não obrigatoriamente para outros mas quase como diário.
Hoje tive que dar um saltito aqui porque possivelmente vai ser o último post do ano.
Para desejar aquelas pessoas (1 ou 2) que visitam o meu blog que principalmente não percam a esperança que o próximo ano seja melhor.
Em questões de amor, saúde, dinheiro, paz, enfim qualidade de vida.
Os Natais nada me dizem, tirando o prazer do convívio familiar, este ano particularmente está a perturbar-me todo este alheamento da realidade.
Acho todavia importante o não se perder a esperança de que as coisas melhorem, que o Homem cresça, que haja justiça, que estejamos mais próximos da humanidade no verdadeiro sentido da palavra.
Para ilustrar bem o que acho que necessita o mundo, aqui vai à laia de homenagem aos individuos que fazem alguma coisa, mesmo que simbólica, pela viragem.
Para nossa inspiração.

Hoje também há o Synchronized Global Orgasm.
Pessoal toca a produzir energias positivas pela paz!!!!
The Event
WHO? All Men and Women, you and everyone you know.
WHERE? Everywhere in the world, but especially in countries with weapons of mass destruction.
WHEN? Winter Solstice Day - Friday, December 22nd, at the time of your choosing, in the place of your choosing and with as much privacy as you choose.
WHY? To effect positive change in the energy field of the Earth through input of the largest possible surge of human energy a Synchronized Global Orgasm. There are two more US fleets heading for the Persian Gulf with anti-submarine equipment that can only be for use against Iran, so the time to change Earth’s energy is NOW!
http://www.globalorgasm.org/
24 de novembro de 2006
21 de novembro de 2006
é outra coisa...

O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso se chama sequestrador.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar para fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém.
Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou para ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.
"O amor é simplesmente... o amor".
17 de novembro de 2006
Natureza Humana

Cheguei. Sinto de novo a natureza
Longe do pandemônio da cidade
Aqui tudo tem mais felicidade
Tudo é cheio de santa singeleza
Vagueio pela murmura leveza
Que deslumbra de verde e claridade Mas nada.
Resta vívida a saudade
Da cidade em bulício e febre acesa
Ante a perspectiva da partida
Sinto que me arranca algo da vida
Mas quero ir. E ponho-me a pensar
Que a vida é esta incerteza que em mim mora
A vontade tremenda de ir-me embora
E a tremenda vontade de ficar.
Vinicius de Moraes
a tremenda incerteza...
16 de novembro de 2006
Perspectivas
Amiga 2: ... e a gente atira-se dela...
31 de outubro de 2006
17 de outubro de 2006
Auto-indução
Os dias cinzentos também podem ter a sua beleza.
28 de setembro de 2006
Conselhos de vida

"Mostra-te tão flexível como um bom pugilista: aprende a aparar os golpes da vida. De cabeça erguida, sempre.
Não te deixes cair em falsos esquemas.
Vota Democrata em todas as eleições. (*)
Dá os teus passeios de bicicleta no parque.
Sonha com o meu corpo perfeito, resplandecente.
Toma as tuas vitaminas.
Bebe oito copos de água por dia.
Torce pelos Mets. (**)
Vê montes de filmes.
Não trabalhes demasiado.
Passa uns dias em Paris comigo.
Vai ao hospital quando Rachel tiver o bébé e pega no teu neto.
Lava os dentes depois de todas as refeições.
Não atravesses a rua com o sinal vermelho.
Defende os pequenos deste mundo.
Luta pelos teus direitos.
Lembra-te de toda a tua beleza.
Lembra-te de que te amo muito, muito.
Bebe um scotch com gelo todos os dias.
Inspira e expira profundamente.
Mantém os olhos bem abertos.
Foge das comidas gordurentas.
Dorme o sono dos justos.
Lembra-te de que te amo muito, muito."
Nathan para a sua amada Joyce
em As loucuras de Brooklyn de Paul Auster
* ou, vota esquerda
** torce Benfica (de preferência)
20 de setembro de 2006
Atitudes
Quero falar do tempo de princípios de Junho, de harmonia e do abençoado repouso, de tordos e de tentilhões amarelos e azulões disparando pelas folhas verdes das árvores.
Quero falar dos benefícios do sono, dos prazeres da comida e do álcool, daquilo que sucede na nossa mente quando avançamos para a luz do sol das duas da tarde e sentimos o abraço quente do ar envolvendo o nosso corpo.
….
Quero lembrar aquilo tudo. Se querer tudo é pedir demasiado, então que seja apenas uma parte. Não, não – mais do que uma parte. Que seja quase tudo. Quase tudo, com espaços em branco reservados para as partes que faltam.”
Paul Auster em
“As loucuras de Brooklyn”

8 de setembro de 2006
A arte de ignorar obstáculos - Acrobatas urbanos
30 de agosto de 2006
Flutuo
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
O meu destino está fora de mim e eu aceito
Sou eu despida de medos e culpas, confesso
Hoje eu vou fingir que não vou voltarDespeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã
Flutuo, consigo deslindar o meu gosto sem esforço
Balanço é o que a maré me dá e eu não contesto
Amanhã, pensar nisso sempre me dá mais jeito
Fazer de mim pretérito mais que perfeito
Hoje eu vou fingir que não vou voltar
Despeço-me do que mais quero
Só para não te ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã,
amanhã
Hoje eu vou fugir para não me dar a vontade de ser tua
Só para não me ouvir dizer que as coisas vão mudar amanhã,
amanhã, amanhã
Flutuo

Susana Félix















